2 de mar. de 2012

MENTIRA



Mentira, mentira...

Tu me tiras do sério.

É sério!

Mentiras...

Verdades inventadas!?

Que nada!

Apenas invenção.

Então me diz

[para acalmar meu coração]

uma mentira que me faça feliz.



                   José BENEdito de BRITO

25 de fev. de 2012

MOTIVO


Sol luzindo o céu.
Mudos:
o dicionário
o lápis
e o papel
todos à mesa.
- Paciência poeta!
A poesia pede uma cerveja.

                          José BENEdito de BRITO 

10 de fev. de 2012

Lua

lua de tantas fases...
que tanto fazes!?
[seminua]
lua, lua, lua...
por que me ocultas
a outra face tua?
lua que vagueia
arrastando meus olhos
                      para o céu.
Por que te desnuas,
misteriosa lua,
te escondendo num véu?


        José BENEdito de BRITO

4 de fev. de 2012

MAR

O mar é um porto
Sem ancoradouro
Onde as águas é certeza
A espera infinda tristeza...
Uma busca infinita.
O mar é a brisa dos teus versos
Cortando-me a pele ressequida.
Uma cantiga esquisita
Das ondas e seus reversos.
Pedaço roubado da vida.
Mar...
E quanto mar em mim...
Porto sem ancoradouro...
Só tuas areias molhadas
Fazem-me umedecida
Com gosto de sal de tua boca
O peito ancorado em feridas.


Do livro  "O mar é um porto"
Uma história de amor (em breve em suas mãos)
José BENEdito de BRITO

31 de jan. de 2012

O RIO

Não tenho barco,
só a inspiração dos rios.

Qual um pescador,
vivo a ler os peixes.

E pesco palavras
nas correntezas dos rios.

Fisgo uma palavra
e me vem um cardume de versos.

O rio é uma correnteza
de poemas líquidos em peixes vivos.


José BENEdito de BRITO

27 de jan. de 2012

Entrevista a uma fateira

 - Por que vives de fato?

 - Eu só sei viver de fato!
Mas, de fato não vivo inteira.
Quem quiser viver de fato,
Não queira ser uma fateira.

 - E que fatos te interessam?

 - O fato que me interessa, de fato
é o fato jamais dito.
Pois, é fato que nem todo fato,
pode ser de fato escrito.

José BENEdito de BRITO

16 de jan. de 2012

QUANTO MAR!

Ah! Mar...
Onde mora
O Peixe e o Pássaro
Até Passarinho Passa

Ah! Mar!
Minerações e Ciganos
 - passam por ti também
Cavaleiros das Sete Luas
Por parte de Pai
e Menino de Belém

Ah! Mar
Onde tem Bruxa tem Fadas
As patas da Vaca
- e outros trens -


Ah! Mar
Se não sabes
Ler, escrever e fazer contas de cabeça
- decerto não és Mário
Nem Os cinco sentido, também

Ah! Mar...
Quem parte
leva uma dor
nos olhos
de quem ficou...


Ao nosso indizível Bartolomeu Campos de Queiros(in memória), o carinho de um eterno leitor, José BENEdito de BRITO.