26 de mai de 2011

DE NADA VALE O SORRISO


Nos olhos do desencanto
Na face do dissabor
Na boca d’uma serpente
Na pele crua do horror.

Na noite que apavora
Na fúria do tubarão
Nas chagas que nos devora
No pavor da solidão.

Nos dentes da crueldade
Nas garras da maldição
Na força da covardia
Na fragilidade da dor.

Nas pernas do desespero
Na faca da traição
Na agonia da morte
Na indiferença da mão.

Nos desencantos da vida
Nas celas da contrição.
De nada vale um sorriso
Se não houver compaixão.