21 de dez de 2011

Encanto

Esta manhã, no quintal,
vi um passarinho vestido de sol
cantando alegria de chuva
me vi nos olhos dele recitando o verão
estava prenhe de felicidades
e o tempo passava bem pertinho da gente
- a gente nem papo...

15 de dez de 2011

Fascínio

E apesar de tudo...
uma rosa ainda desabrocha
para o breve beijo
de um beija-flor.


                    José BENEdito de BRITO

1 de dez de 2011

QUANTO QUERER

Ah!
quanto eu quero
que você me queira
quanto eu desejo
ser o teu desejo
quanto os meus beijos
querem te beijar.
Ah!
Quanto de minha boca
quer a tua boca
quanto minha língua
quer te rociar
quanto minha pele
quer a tua pele
quanto meus olhos
quer te vigiar.
Ah!
quanto meus olhos
querem os teus olhos
quanto os meus dedos
querem os teus dedos
quanto meus segredos
querem o teu segredo
quanto os meus braços
querem te abraçar.
Ah!
e quanta sede de ser tua sede
e quanto desejo de te saciar.
Ah, eu sou apenas um pobre poeta
insistindo em ti fazer canção
quem dera fosse um aventureiro
quiçá, teria o teu coração.

                                                
                                       José BENEdito de BRITO 

E ENTÃO!

Não tenho futuro.
Tenho apenas passado
um virtuoso passado
nem claro, nem escuro
de alegrias e dor
um caminho marcado
por êxitos, crises,
tensões, amor, dissabor
arranhões e cicatrizes
que me fizeram o que sou.
 - Andarilho em busca de mim.
Não tenho sina, nem sorte!
A sorte de me abandonar
goza se rindo de mim.

                          José BENEdito de BRITO 

28 de nov de 2011

FACES

De tanto querer...
 - Teimo,
até minha dor se fazer poesia
e evadir no silêncio do ermo
de tal maneira que minha alegria
se confunda, se embriague nos termos
e minha face se esconda na fantasia.
De tanto querer,
- Persisto,
teimo ser mais feliz algum dia, ungido
de tal forma que a expressão da alegria
seja meu rosto estampado, despido
sem alegorias ou máscaras de fantasias.


                                    José BENEdito de BRITO

19 de nov de 2011

Clamores

Amor, rosas e flores
vida beleza e cores.
Colori com tuas cores
de rosa choque os clamores
de um povo que viveu
sob as rédeas dos horrores.

Teus clamores
não têm cores de rosas,
flores campestres.
Teus horrores têm dores
de espinhos, ardor e pestes.

José BENEdito de BRITO

13 de nov de 2011

FUNERAL

Um navio partiu,
com ele
uma multidão.
Um passo
uma prece
um choro
a solidão.

A bordo um homem frio.
No frio,
quantas mãos!
Rostos tristes...
Pesada expressão.
Mantos pretos,
próximos a despedir-se
do capitão.

Ficou para trás:
as terras
o barco
a loja
a rua
a direção
os livros
a sabedoria,
a voz do capitão.

                          José BENEdito de BRITO

13 de out de 2011

HOMENAGEM AO DIA DO PROFESSOR

QUADRO

Um quadro negro na sala
um livro, o papel o giz
uma angustia que não cala
uma voz pedindo bis
um sopro
um cisco
uma bala
uma nota infeliz
é o barulho na sala
é o saber por um triz
é sina!
é sorte?
é fado?
é gente torcendo o nariz
é o diário
é o salário
é a licença
é o PIS
é do mundo o absurdo
é faca que corta a raiz.


José BENEdito de BRITO

29 de set de 2011

Benzinho

Eu queria ficar
para sempre
assim...
bem pertinho
juntinho
grudado em você
só pra te ver
ouvir, sentir
respirar com você.
Você me faz bem,
meu bem!
me faz um carinho
me roça mansinho
não me deixa sozinho
sonhando,
esperando,
pensando em você.


José BENEdito de BRITO

Inverso

Nessas estradas, tenho sofrido tanto!
Mas me encanto com o canto do sabiá.
Pego a viola, começo a cantar um canto,
mas, minhas lágrimas não demoram pra chegar.
Procuro um ombro para consolar meu pranto,
omito o conto na hora de oscilar...
E nas estradas sigo cantando meus versos
que são inversos dos versos que são direitos.
A minha rima vai remando esse meu jeito,
que é sujeito do próprio jeito de ser.
Vou afagando o vazio do meu peito
que aflito não consegue se conter.


José BENEdito de BRITO

Evento em João Pessoa quer democratizar o acesso ao livro e estimular a leitura

Democratizar o acesso ao livro e estimular a leitura foi um dos assuntos discutidos no II Seminário de Leitura na Rede que aconteceu nesta quinta e sexta-feira ( 15 e 16/09), o evento reuniu gestores públicos, educadores e outros profissionais da área no Teatro do Sesi , em João Pessoa. O tema do evento foi: Ler, um direito de todos! e tinha como objetivo geral refletir a democratização do acesso ao livro como estratégia educativa e cultural para a construção de uma sociedade leitora. O coordenador do Pólo de Leitura na Rede afirmou em uma entrevista ao Bom Dia Paraíba que o acesso ao livro precisa ser democratizado, mas que a sociedade também precisa de espaços, condições adequadas e de pessoas preparadas para estimular as crianças e adolescentes a adquirirem o gosto e o prazer pela leitura.

A programação do evento incluiu oficinas e palestras. Entre os participantes do seminário estiveram presentes o escritor indígena Daniel Munduruku, o poeta paraibano Lau Siqueira e a professora do departamento de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal da Paraíba Maria Ester Vieira de Sousa!
A platéia esteve sempre muito atenta as palestras ...

e durante as belíssimas apresentações culturais.

Os participantes, também, puderam tirar fotos com os palestrantes

além de participarem através de debates.


Ass. Gabriela Alves

16 de set de 2011

II Seminário de Leitura na Rede!



Democratizar o acesso ao livro e estimular a leitura foi um dos assuntos discutidos no II Seminário de Leitura na Rede que aconteceu nesta quinta e sexta-feira ( 15 e 16/09), o evento reuniu gestores públicos, educadores e outros profissionais da área no Teatro do Sesi , em João Pessoa. O tema do evento foi: Ler, um direito de todos! e tinha como objetivo geral refletir a democratização do acesso ao livro como estratégia educativa e cultural para a construção de uma sociedade leitora. O coordenador do Pólo de Leitura na Rede afirmou em uma entrevista ao Bom Dia Paraíba que o acesso ao livro precisa ser democratizado, mas que a sociedade também precisa de espaços, condições adequadas e de pessoas preparadas para estimular as crianças e adolescentes a  adquirir o gosto e o prazer pela leitura. 
A programação do evento incluiu oficinas e palestras. Entre os participantes do seminário estiveram presentes o escritor indígena Daniel Munduruku, o poeta paraibano Lau Siqueira e a professora do departamento de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal da Paraíba Maria Ester Vieira de Sousa!
A platéia esteve muito atenta as palestras 

e as belíssimas apresentações culturais.

Também durante o evento os participantes puderam tirar fotos com os palestrantes

 e participar através de Debates.

II Seminário de Leitura na Rede- chamada ao Vivo!

Aproximadamente 200 pessoas assistem agora a mesa temática, Ler um direito de todos, mediada por José Benedito de Brito e ministrada por Daniel Munduruku escritor indígena e Ednalva, representante da Secretaria de Educação do Estado da Paraíba, aqui no II Seminário de Leitura na Rede!

Ass. Gabriela Alves

29 de ago de 2011

Casa da Pólvora


Lugar onde a tarde
Verte-se de silêncio
E os ventos dormem
No colo da gente

No fenecer de suas tardes
Tenho as ilusões do poente

A linha do seu horizonte
São palavras indizíveis
Que os ventos escondem
Pra rociar minh´alma




                José Benedito de Brito

25 de ago de 2011

Lançamento de Caminhos diVersos emociona o público pessoense

Uma festa emocionante rebuçada com poesia e afeto.
O lançamento do livro de poesia do escritor José Benedito de Brito, realizado em 20 de agosto, foi um marco histórico na trajetória deste “pássaro urbano”, Bené. 
Na programação o grupo poético Lápis e Papel contagiou o público através de um recital no qual incluiu poemas do livro, como Des-ser, Caminhos e o Charme da rosa.
Alguns amigos prestaram homenagem através de depoimentos, que enfatizaram a trajetória da vida do poeta.
No final do evento, os participantes serviram-se de um coquetel, enquanto o autor de Caminhos diVersos, dedicava sua atenção aos leitores distribuindo autógrafos.




Saudação do Edson Gabriel ao Bene - YouTube

http://www.youtube.com/watch?v=k9_mnFs8vLI

Caminhos diVersos é recebido com carinho pelo público em Recife

O público recifense, presente no lançamento do livro Caminhos diVersos, acolheu com muito apreço os versos recitados pelo poeta José Benedito de Brito durante o sarau poético do 9º Festival Recifense de Literatura a Letra e a Voz. Contagiados pela energia, emanada pelo evento, o publico reagiu a homenagem que o poeta fez em Caminhos diVersos, (caminho no qual o nome dos amigos percorre as páginas do livro), recitando espontaneamente poemas do livro.

Fotografias: Eli Pereira


13 de ago de 2011

Caminhos diVersos será lançado em 20 de agosto

Caminhos diVersos será lançado no próximo sábado 20 de agosto. A obra é constituída de um conjunto de 41 poemas, nos quais o autor tece suas percepções de mundo e revela suas experiências afetivas, pescando imagens do cotidiano e filosofando sobre a vida.

Caminhos diVersos é uma composição poética, dedicada aos amigos que acompanham a trajetória do poeta ao longo de sua vida, e que, pode ser apreciado tanto por adultos como por crianças e jovens, pois não faltam imagens criativas e ternas capazes de seduzir o leitor,  como nos versos: O chapéu saiu chorando, / só por causa do pincel / que queria pintar o vento / e as estrelinhas do céu. No prefácio do livro assinado por Edson Gabriel Garcia, o escritor paulista diz que Bené, como é conhecido entre os amigos, “vai palavrando seus versos, tangendo suas emoções de tal forma que a nossa leitura nos faz crer que deveras somos donos dessas liberadas sensações. Dos musgos vamos ao barro, construindo ninhos com nossas intenções de leitura, barcos sem âncora e cais para chegar, à deriva nos braços de seus versos. Mas logo ali, versos intensos e bem margeados, há um barco a nossa espera, leitores famintos. Se às vezes ficamos partidos em suas canções, filosofando sobre as profundezas das dúvidas da utilidade prática da vida, outras vezes nos pegamos cantando, felizes, como felizes são os versos que seguem naturalmente o caminho traçado pela melodia da canção”.

Bené revela que descobriu sua habilidade para a poesia, tentando aperfeiçoar sua escrita durante a trajetória quase solitária para conseguir o diploma de primeiro grau, atual ensino fundamental, através do telecurso, quando ainda habitava na zona rural no Agreste alagoano. “minha escrita era muito ruim, mas, eu sabia que deveria superar as dificuldades se quisesse transitar nesse mundo letrado, então comecei ler e escrever sem compromissos, não havia bibliotecas ao meu alcance, mas, havia um amigo professor que me arranjava os livros”. Foi nesta época que Bené descobriu estar seduzido pelo universo literário, dos grandes escritores e poetas da literatura universal, os quais ele os define como construtores de catedrais imateriais, Bené, afirma ter encontrado na obra de Graciliano Ramos, José Lins do Rego e Jorge Amado, os alicerces para sua formação literária. Na poesia, Manoel de Barros, Fernando Pessoa, Pablo Neruda, e Augusto dos Anjos, são seus grandes ídolos. “Não há como não perceber a influência desses mestres na minha poesia, afirma o poeta, aliás, faço questão de tê-los vivo na composição dos meus poemas”. Escrever se converteu num entretenimento rotineiro em minha vida, como empinar pipas é para um adolescente, entretenimento que resultou num ofício o qual já não posso viver sem praticá-lo. Escrever é tão necessário quanto comer e beber.

Nascido aos 04 de novembro de 1967, Bené é natural de Arapiraca, estado de Alagoas onde viveu até 1995 trabalhando na agricultura com sua família. Ano em que se mudou para João Pessoa com a pretensão de prosseguir seus estudos. Hoje é graduado e Mestre em Geografia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), segundo o poeta, a capital paraibana é o lugar que escolheu para constituir família e viver pescando palavras e tanger versos nas correntezas da vida.

Acreditando ser a leitura, a porta de entrada para a inserção da juventude na sociedade contemporânea, Bené reuniu algumas instituições, e criou um projeto de estimulo a leitura com crianças e adolescente na Região Metropolitana de João Pessoa, cujo objetivo é contribuir para o desenvolvimento cultural de crianças, adolescentes e jovens, através de ações em rede que estimule a democratização do acesso ao livro, o gosto e a fruição literária, incorporando estas ações a rotina cotidiana dos habitantes da Região Metropolitana de João Pessoa, na perspectiva de uma sociedade leitora.
O Polo de Leitura na Rede, nome do projeto, é uma estratégia de articulação entre cinco instituições educativas que atuam na promoção e defesa dos direitos de crianças, adolescentes e jovens em condição de pobreza social. São elas: Aldeias Infantis SOS Brasil - Paraíba, Apoio ao Trabalho Cultural, Histórico e Ambiental (APÔITCHA), Escola Municipal de Ensino Fundamental Assis Chateaubriand, Casa Pequeno Davi (CPD) e Associação Educativa Livro em Rodas (AELER) e conta com a parceria do Instituto C&A de Desenvolvimento Social, através do Programa Prazer em Ler. “Não quero ser um leitor privilegiado na sociedade, mas, fazer parte do privilégio de viver numa sociedade de leitores”, afirma.

O lançamento será no dia 20 de agosto de 2011, as 20:00h no Salão  Paroquial da Igreja São José Operário, localizada a Av. Cruz das Armas, s/n e é aberto a todos os que desejarem fruir um pouco da poesia deste “pássaro urbano”, Bené.

Contatos:
Fone (83) 8874 - 0316

7 de ago de 2011

Mané Bificú


Mané Bificu
gozava de defuntos
colhia milho de suas entranhas
e se gabava: - mio bom da nas cova.
de gente, Mané era quase nada
vivia fincado nas covas de desnascer gente
e de tanto cavar essas sepulturas
um latifúndio lodava suas unhas
Mané era letrado em violar sepulturas.

                                    José BENEdito de BRITO

29 de jul de 2011

Amanhecer

O dia acordou tão triste
que resolvi enroscar-me no lençol
e fingi estar dormindo.

Ouvi, meu pai lá fora, dizer
que a cerra cachimbava debaixo do nevoeiro
e que o sol nasceria alto.

Nada poderia ser mais desanimador
para sair da rede
que um amanhecer de chuva.

Mas, era domingo...
E o dia ansiava para radiar
minha alegria de moleque vadio.



- Eu queria vadiar nos olhos do tempo.

22 de jul de 2011

Filosofia de inutilidades

Durante a minha
trajetória de barco
naveguei mares infindos
cruzei torrentes
e colhi tempestades.
Por muitas vezes morri
por muitas vezes
ressuscitei sargaço
aprendi, no entanto,
que para viver plenitude
basta a simplicidade dos musgos
e a ternura de um rio.

7 de jul de 2011

LIVRO DO POETA JOSÉ BENEDITO DE BRITO SERÁ LANÇADO EM AGOSTO DE 2011



O poeta José BENEdito de Brito se prepara para lançar, em agosto próximo, seu Livro de estréia Caminhos diVersos, uma coleção de 41 poemas, de sua autoria, selecionados pelo escritor paulista Edson Gabriel Garcia, o qual assina o prefácio. Ao ler Caminhos diVersos, afirma Edson Gabriel, “... Não há como ficar vazio de significações na leitura dos seus poemas. Lavrador persistente, vai dando à terra suas palavras plásticas. E para nós a certeza de que é nossa a dor que de fato é sua (escrever dói...). Não há tampouco resignação nas entranhas de seus versos. Nem pode haver, pois ali pinceis pintam para o vento, a ternura de garças estica o horizonte e a natureza singra versos na correnteza da alma. A beleza das imagens dos seus escritos tem a imediata naturalidade do cio animal e a firme determinação de quem sabe onde quer chegar”...

Seduzido pelo universo literário, Bené como é conhecido entre os amigos, passou a burilar versos com o intuito de brincar de empinar palavras, exercício que resultou num conjunto de quatro livros de poesia, dois livros de contos e um romance ainda inéditos.

Sua obra começou a ganhar asas a partir dos eventos promovidos pelo Programa Prazer em Ler, nos quais sempre brindou o público constituído por mediadores de leitura e escritores de distintos lugares do Brasil, com a beleza de seus “versos de inutilidades”, como ele próprio os descreve. Estimulado pelos amigos, especialmente os escritores Antonio Gil Neto e Edson Gabriel Garcia, o poeta deixou que sua produção ecoasse pelos ouvidos do mundo, e, não demorou, tendo inclusive um dos seus poemas, Canção de partir, contemplado no 56º volume da Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos, publicada pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores, ocasião em que teve um dos seus contos de estréia O Plantio, publicado pela mesma instituição, na antologia Novos Talentos do Conto Brasileiro, edição especial de 2009.

Nascido aos 04 de novembro de 1967, Bené é natural de Arapiraca, estado de Alagoas onde viveu até 1995 trabalhando na agricultura com sua família. É graduado e Mestre em Geografia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e reside em João Pessoa, lugar que escolheu para constituir família e viver pescando palavras e tanger versos.

6 de jun de 2011

Cidadão global

Era por demais pretensioso
Queria para si o mundo inteiro
E por tal ambição não se fatigava
Devorava as previsões do The New York Times
Aplicava o tempo na bolsa de Tóquio
Consumia as horas com uísque escocês
Tragava os minutos com charutos cubanos
Jogava a sorte nos cassinos de Mônaco
Num apartamento em Abu Dhabi
Fora encontrado enforcado
No pescoço as cordas de um Rolex Daytona
O relógio marcava zero hora

26 de mai de 2011

DE NADA VALE O SORRISO


Nos olhos do desencanto
Na face do dissabor
Na boca d’uma serpente
Na pele crua do horror.

Na noite que apavora
Na fúria do tubarão
Nas chagas que nos devora
No pavor da solidão.

Nos dentes da crueldade
Nas garras da maldição
Na força da covardia
Na fragilidade da dor.

Nas pernas do desespero
Na faca da traição
Na agonia da morte
Na indiferença da mão.

Nos desencantos da vida
Nas celas da contrição.
De nada vale um sorriso
Se não houver compaixão.

17 de mai de 2011

ESTRELAS NO PAIOL


De qual estrela furtaste o brilho
pra enfeitar teus olhos?
O céu é poesia
mas, não se ver a luz do dia
estrelas a brilhar.
Só teus olhos ofuscam o sol,
nem mesmo o arrebol
distrai-me da leveza
compara-se a beleza
dos teus olhos de farol.
Ah, que tanto vês, como criança
que meus olhos nunca alcançam?
Será estrelas no paiol?
Esta noite é só um instante
como jamais fora antes,
contar estrelas qual amantes
vaga-lumes a cintilar.
Por que me negas teu olhar?
E para que serve os olhos
senão para devorar a beleza?
Ah, como meus olhos te devoram!
Estrela da aurora, da noite,
ou qualquer hora que vive a me guiar.

             José BENEdito de BRITO