No vadio do amanhecer me reconheço, até os sapos me cantam. Sou consumista de palavras. Na arte de ser humilde, sou um fracasso de Deus. Não sou belo em matéria. A beleza é uma coisa feia de se ver aos vermes. Tenho pena de pássaros. Tudo para mim é nada. Estupidez é não querer ser coisa alguma. Sou alguma coisa em processo.
12 de out. de 2012
9 de out. de 2012
CORAÇÃO
Estranho esse tal
coração.
Vive dentro da gente
e parece não nos
pertencer.
Sim.
Descobri outro dia,
e por acaso,
que ele estava
apaixonado.
Apaixonadíssimo quão
os musgos
que se prendem as
pedras.
Não me dissera...
Percebi ditoso
sentimento
quando, certo dia, flagrei-me
distraído a chorar pelas ruas.
Minha cabeça em
desvario
e o peito em lavas.
Ah, insensato coração!
Não vês quanto estrago
me causas!
Não vês que meu peito,
ainda dilacerado, não
cabe outro alguém?
E agora, o que fazer,
se esse alguém por
quem deliras,
não se prende a tal
paixão?
José Benedito de Brito
4 de set. de 2012
21 de ago. de 2012
Amara
Amara amava Hamilton.
Hamilton amava o mar.
E no desvario do amar
amara o marinheiro
como quem doa-se ao mar.
Mas amor só de uma via
se afoga no amar.
Amara em maremoto
imergiu fundo no mar,
para esquecer do marujo
para não mais marejar.
Hamilton vive feliz
navegando em sua nau,
Amara vive de encantos
nas sombras do abissal.
José BENEdito
de BRITO
27 de jun. de 2012
NÓS DO TEMPO
Por que tanto negas teu sorriso?
Não vês que as horas voam!
E cada par de horas que se esbroa,
um par de horas a menos,
para verter nossa alegria.
Por que, perdendo nós, um dia, a cada dia,
inda assim, fenece teu humor,
levando consigo, minhas doces fantasias?
Não vês que o tempo nosso é um sopro, amor,
e não comporta bis!
Se haveremos de morrer, qual flor,
em tão breve tempo, que a vida propicia,
que ao menos vivamos felizes.
José BENEdito de BRITO
16 de jun. de 2012
GABRIELA
como
é tão linda
aquela
menina!
E
como o olhar dela
é
preso no horizonte!
Ela
tem um coração tatuado
luzindo
na fronte.
Conta
as estrelas!
Diz
qual a mais bela?
Quais
são seus segredo?
Sonhos
e aquarelas.
Ah,
como ela é distraída!
Vive
no mundo da lua
declamando
poemas
e
cantando pelas ruas.
Quando
vai pra escola
farda
não quer mais vestir
vive
a sonhar com baladas
ser
livre e a vida curtir.
José BENEdito de BRITO
15 de mai. de 2012
SUA
Quando o meu amor
me fala em segredos
com sua voz mansa
pausada e rouca
me tocando os lábios
me beijando a boca
eu perco o juízo
tiro minhas roupas.
Quero ser só sua
quero seus apelos
meu corpo em seu corpo
meus pelos em seus pelos.
Quando o meu amor
me acaricia sem medos
com a ponta dos dedos
me leva a loucura
me enche de tesão
umedece meu sexo
me deixa sem nexo
morta de paixão.
Quero ser só sua
quero seus carinhos
seu corpo em meu corpo
bem devagarzinho.
com sua voz mansa
pausada e rouca
me tocando os lábios
me beijando a boca
eu perco o juízo
tiro minhas roupas.
Quero ser só sua
quero seus apelos
meu corpo em seu corpo
meus pelos em seus pelos.
Quando o meu amor
me acaricia sem medos
com a ponta dos dedos
me leva a loucura
me enche de tesão
umedece meu sexo
me deixa sem nexo
morta de paixão.
Quero ser só sua
quero seus carinhos
seu corpo em meu corpo
bem devagarzinho.
José BENEdito
de BRITO
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