10 de fev. de 2012

Lua

lua de tantas fases...
que tanto fazes!?
[seminua]
lua, lua, lua...
por que me ocultas
a outra face tua?
lua que vagueia
arrastando meus olhos
                      para o céu.
Por que te desnuas,
misteriosa lua,
te escondendo num véu?


        José BENEdito de BRITO

4 de fev. de 2012

MAR

O mar é um porto
Sem ancoradouro
Onde as águas é certeza
A espera infinda tristeza...
Uma busca infinita.
O mar é a brisa dos teus versos
Cortando-me a pele ressequida.
Uma cantiga esquisita
Das ondas e seus reversos.
Pedaço roubado da vida.
Mar...
E quanto mar em mim...
Porto sem ancoradouro...
Só tuas areias molhadas
Fazem-me umedecida
Com gosto de sal de tua boca
O peito ancorado em feridas.


Do livro  "O mar é um porto"
Uma história de amor (em breve em suas mãos)
José BENEdito de BRITO

31 de jan. de 2012

O RIO

Não tenho barco,
só a inspiração dos rios.

Qual um pescador,
vivo a ler os peixes.

E pesco palavras
nas correntezas dos rios.

Fisgo uma palavra
e me vem um cardume de versos.

O rio é uma correnteza
de poemas líquidos em peixes vivos.


José BENEdito de BRITO

27 de jan. de 2012

Entrevista a uma fateira

 - Por que vives de fato?

 - Eu só sei viver de fato!
Mas, de fato não vivo inteira.
Quem quiser viver de fato,
Não queira ser uma fateira.

 - E que fatos te interessam?

 - O fato que me interessa, de fato
é o fato jamais dito.
Pois, é fato que nem todo fato,
pode ser de fato escrito.

José BENEdito de BRITO

16 de jan. de 2012

QUANTO MAR!

Ah! Mar...
Onde mora
O Peixe e o Pássaro
Até Passarinho Passa

Ah! Mar!
Minerações e Ciganos
 - passam por ti também
Cavaleiros das Sete Luas
Por parte de Pai
e Menino de Belém

Ah! Mar
Onde tem Bruxa tem Fadas
As patas da Vaca
- e outros trens -


Ah! Mar
Se não sabes
Ler, escrever e fazer contas de cabeça
- decerto não és Mário
Nem Os cinco sentido, também

Ah! Mar...
Quem parte
leva uma dor
nos olhos
de quem ficou...


Ao nosso indizível Bartolomeu Campos de Queiros(in memória), o carinho de um eterno leitor, José BENEdito de BRITO.

14 de jan. de 2012

Súplica

Amor, não chores
não fiques assim
não te demores
presa por mim
pois,
quando não estou pensando em ti
é porque, enfim,
estou pensando que tu
estas pensando em mim.
Amor,
não me julgues no olhar
não me tenhas em aflição
mas, por favor, amor
deixe-se amar
por esse desvairado coração.

11 de jan. de 2012

À DERIVA


Jogar-se ao mar
qual uma fragata.
Roubar-te um beijo.
- Ao mar... Amar-te.

Eu, mar...
Arremessando-me às pedras
dissolvendo-me em fugas
ardendo-me de amor...

Ao mar
o amor que em mim navega.
A ti, eu.
Frágil barco a deriva...
Procurando o cais do teu corpo.