16 de jan. de 2012

QUANTO MAR!

Ah! Mar...
Onde mora
O Peixe e o Pássaro
Até Passarinho Passa

Ah! Mar!
Minerações e Ciganos
 - passam por ti também
Cavaleiros das Sete Luas
Por parte de Pai
e Menino de Belém

Ah! Mar
Onde tem Bruxa tem Fadas
As patas da Vaca
- e outros trens -


Ah! Mar
Se não sabes
Ler, escrever e fazer contas de cabeça
- decerto não és Mário
Nem Os cinco sentido, também

Ah! Mar...
Quem parte
leva uma dor
nos olhos
de quem ficou...


Ao nosso indizível Bartolomeu Campos de Queiros(in memória), o carinho de um eterno leitor, José BENEdito de BRITO.

14 de jan. de 2012

Súplica

Amor, não chores
não fiques assim
não te demores
presa por mim
pois,
quando não estou pensando em ti
é porque, enfim,
estou pensando que tu
estas pensando em mim.
Amor,
não me julgues no olhar
não me tenhas em aflição
mas, por favor, amor
deixe-se amar
por esse desvairado coração.

11 de jan. de 2012

À DERIVA


Jogar-se ao mar
qual uma fragata.
Roubar-te um beijo.
- Ao mar... Amar-te.

Eu, mar...
Arremessando-me às pedras
dissolvendo-me em fugas
ardendo-me de amor...

Ao mar
o amor que em mim navega.
A ti, eu.
Frágil barco a deriva...
Procurando o cais do teu corpo.

21 de dez. de 2011

Encanto

Esta manhã, no quintal,
vi um passarinho vestido de sol
cantando alegria de chuva
me vi nos olhos dele recitando o verão
estava prenhe de felicidades
e o tempo passava bem pertinho da gente
- a gente nem papo...

15 de dez. de 2011

Fascínio

E apesar de tudo...
uma rosa ainda desabrocha
para o breve beijo
de um beija-flor.


                    José BENEdito de BRITO

1 de dez. de 2011

QUANTO QUERER

Ah!
quanto eu quero
que você me queira
quanto eu desejo
ser o teu desejo
quanto os meus beijos
querem te beijar.
Ah!
Quanto de minha boca
quer a tua boca
quanto minha língua
quer te rociar
quanto minha pele
quer a tua pele
quanto meus olhos
quer te vigiar.
Ah!
quanto meus olhos
querem os teus olhos
quanto os meus dedos
querem os teus dedos
quanto meus segredos
querem o teu segredo
quanto os meus braços
querem te abraçar.
Ah!
e quanta sede de ser tua sede
e quanto desejo de te saciar.
Ah, eu sou apenas um pobre poeta
insistindo em ti fazer canção
quem dera fosse um aventureiro
quiçá, teria o teu coração.

                                                
                                       José BENEdito de BRITO