7 de jul. de 2011

LIVRO DO POETA JOSÉ BENEDITO DE BRITO SERÁ LANÇADO EM AGOSTO DE 2011



O poeta José BENEdito de Brito se prepara para lançar, em agosto próximo, seu Livro de estréia Caminhos diVersos, uma coleção de 41 poemas, de sua autoria, selecionados pelo escritor paulista Edson Gabriel Garcia, o qual assina o prefácio. Ao ler Caminhos diVersos, afirma Edson Gabriel, “... Não há como ficar vazio de significações na leitura dos seus poemas. Lavrador persistente, vai dando à terra suas palavras plásticas. E para nós a certeza de que é nossa a dor que de fato é sua (escrever dói...). Não há tampouco resignação nas entranhas de seus versos. Nem pode haver, pois ali pinceis pintam para o vento, a ternura de garças estica o horizonte e a natureza singra versos na correnteza da alma. A beleza das imagens dos seus escritos tem a imediata naturalidade do cio animal e a firme determinação de quem sabe onde quer chegar”...

Seduzido pelo universo literário, Bené como é conhecido entre os amigos, passou a burilar versos com o intuito de brincar de empinar palavras, exercício que resultou num conjunto de quatro livros de poesia, dois livros de contos e um romance ainda inéditos.

Sua obra começou a ganhar asas a partir dos eventos promovidos pelo Programa Prazer em Ler, nos quais sempre brindou o público constituído por mediadores de leitura e escritores de distintos lugares do Brasil, com a beleza de seus “versos de inutilidades”, como ele próprio os descreve. Estimulado pelos amigos, especialmente os escritores Antonio Gil Neto e Edson Gabriel Garcia, o poeta deixou que sua produção ecoasse pelos ouvidos do mundo, e, não demorou, tendo inclusive um dos seus poemas, Canção de partir, contemplado no 56º volume da Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos, publicada pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores, ocasião em que teve um dos seus contos de estréia O Plantio, publicado pela mesma instituição, na antologia Novos Talentos do Conto Brasileiro, edição especial de 2009.

Nascido aos 04 de novembro de 1967, Bené é natural de Arapiraca, estado de Alagoas onde viveu até 1995 trabalhando na agricultura com sua família. É graduado e Mestre em Geografia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e reside em João Pessoa, lugar que escolheu para constituir família e viver pescando palavras e tanger versos.

6 de jun. de 2011

Cidadão global

Era por demais pretensioso
Queria para si o mundo inteiro
E por tal ambição não se fatigava
Devorava as previsões do The New York Times
Aplicava o tempo na bolsa de Tóquio
Consumia as horas com uísque escocês
Tragava os minutos com charutos cubanos
Jogava a sorte nos cassinos de Mônaco
Num apartamento em Abu Dhabi
Fora encontrado enforcado
No pescoço as cordas de um Rolex Daytona
O relógio marcava zero hora

26 de mai. de 2011

DE NADA VALE O SORRISO


Nos olhos do desencanto
Na face do dissabor
Na boca d’uma serpente
Na pele crua do horror.

Na noite que apavora
Na fúria do tubarão
Nas chagas que nos devora
No pavor da solidão.

Nos dentes da crueldade
Nas garras da maldição
Na força da covardia
Na fragilidade da dor.

Nas pernas do desespero
Na faca da traição
Na agonia da morte
Na indiferença da mão.

Nos desencantos da vida
Nas celas da contrição.
De nada vale um sorriso
Se não houver compaixão.

17 de mai. de 2011

ESTRELAS NO PAIOL


De qual estrela furtaste o brilho
pra enfeitar teus olhos?
O céu é poesia
mas, não se ver a luz do dia
estrelas a brilhar.
Só teus olhos ofuscam o sol,
nem mesmo o arrebol
distrai-me da leveza
compara-se a beleza
dos teus olhos de farol.
Ah, que tanto vês, como criança
que meus olhos nunca alcançam?
Será estrelas no paiol?
Esta noite é só um instante
como jamais fora antes,
contar estrelas qual amantes
vaga-lumes a cintilar.
Por que me negas teu olhar?
E para que serve os olhos
senão para devorar a beleza?
Ah, como meus olhos te devoram!
Estrela da aurora, da noite,
ou qualquer hora que vive a me guiar.

             José BENEdito de BRITO